Daniel Gomes de Almeida, 54 anos, casado, pai de quatro filhos. Operário têxtil é militante do PCdoB há 23 anos. Dirigente do Partido na Bahia e em nível nacional, Daniel assumiu este ano mais um desafio, liderar a bancada comunista na Câmara dos Deputados.
O parlamentar iniciou sua militância política na antiga Escola Técnica (hoje CEFET). Foi presidente do Sinditêxtil e da CUT Metropolitana, liderando importantes greves operárias no CIA e apoiando movimentos dos trabalhadores em Camaçari e outras concentrações industriais da Região Metropolitana de Salvador.
Foi vereador em Salvador por quatro mandatos e se candidatou ao Senado em 1998. Em 2002, recebeu 95.485 votos e se elegeu deputado federal. Foi candidato a Prefeito de Simões Filho em 2004 e ajudou a derrubar o domínio político autoritário que imperava na cidade. Nas eleições de 2006 foi o candidato mais votado do PCdoB na Bahia, reeleito deputado federal com 86.881 mil votos. Atualmente é líder do PCdoB na Câmara dos Deputados.
Destaque parlamentar
Daniel sempre se destacou na atividade parlamentar, sendo seguidamente premiado pela imprensa pelo seu trabalho. Em 2005 e 2006, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) identificou Daniel como um dos deputados mais atuantes deputados do Congresso. Foi vice-líder do PCdoB na Câmara É um dos mais leais deputados da base de apoio de Lula em Brasília. Íntegro e sério defendeu o governo e a punição para os acusados de corrupção.
Como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos do Cidadão da Câmara de Salvador ele intermediou o acordo que determinou a existência de empacotadores nos supermercados, deflagrou a campanha contra o cartel dos combustíveis e buscou o Ministério Público contra a Taxa de Iluminação Pública. Foi ele quem elaborou o Manual de Orientação a Pais de Alunos, para defendê-los dos abusos das escolas pagas. E foi o autor da lei dos 15 minutos nas filas dos bancos e da proposta de ampliação do horário de atendimento bancário para 8 horas diárias.
Em Brasília, denunciou o Copes/Data Certa e lutou pela regulamentação da profissão dos Agentes Comunitários de Saúde e Combate a Endemias. Participou das comissões que discutiu a valorização do Salário Mínimo, a reforma sindical e o Código Brasileiro dos Combustíveis.
Propôs a CPI para investigar a privatização das teles e os aumentos abusivos das tarifas, foi um dos membros da CPMI que investigou a compra de votos e participa das comissões de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, de Direitos Humanos e a do Trabalho, Administração e Serviço Público.
Participa das frentes parlamentares de Combate à Pirataria, Educação Profissionalizante, Defesa da Igualdade Racial, do Estatuto de Acessibilidade e de Defesa da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
É de autoria do parlamentar a Lei que cria o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa - comemorado no dia 21 de janeiro, da proposta de redução da Jornada de Trabalho, em tramitação na Câmara, além de outros projetos de interesse social.