Brasileiros querem nação justa e desenvolvida, avalia deputado sobre liderança de Lula em pesquisa

Atualizado: 8 de jun.


A mais recente rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), traz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto, contra 29% do presidente Jair Bolsonaro (PL). Se as eleições presidenciais de 2022 ocorressem hoje, Lula venceria a disputa já no primeiro turno, indica a pesquisa contratada pelo Banco Genial.

De acordo com o levantamento, o ex-presidente cresceu um ponto percentual em relação à pesquisa anterior, de um mês atrás. Na sequência, aparecem o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 7%; o ex-governador João Doria (PSDB) e o deputado federal André Janones (Avante), ambos com 3%; a senadora Simone Tebet (MDB) e o cientista político Felipe d’Avila (Novo), empatados com 1%. Luciano Bivar (União Brasil) não pontuou. Os adversários de Lula, somados, alcançam 44% – dois pontos percentuais a menos que o petista.

Para os deputados do PCdoB, o resultado da pesquisa aponta um desejo de mudança. “O Brasil está cansado de sofrer tantos flagelos com Bolsonaro. O povo quer ter uma nação justa e desenvolvida”, avaliou o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA). Para ele, é hora de colocar o país “no rumo que acreditamos que ele merece”.

Felipe Nunes, diretor da Quaest, nota que, “após um mês repleto de atos, declarações e equívocos de ambos os lados” – Bolsonaro e Lula –, a marca da pesquisa é a estabilidade. O ex-presidente consolida sua vantagem a cinco meses da eleição.

“O favoritismo de Lula continua sendo explicado pela relevância da economia real na vida do cidadão. Para 50%, a economia é o principal problema enfrentado pelo país hoje”, afirmou Felipe no Twitter.

Esses 50% se dividem entre os 19% mais preocupados com a crise econômica; os 18% que apontam a inflação como principal problema; e os 13% que citam o desemprego. Além disso, 62% avaliam que a economia piorou no último ano. A pesquisa Genial/Quaest ouviu dois mil eleitores, presencialmente, de 5 a 8 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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