Insegurança alimentar cresce no Brasil de Bolsonaro

3 em cada 10 famílias têm dificuldade em comprar algum tipo de alimento. Lares com crianças abaixo de 10 anos têm realidade ainda mais carente. Para deputados do PCdoB, Bolsonaro ignora realidade, negligencia saúde e dignidade do povo.

"Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira", diz Bolsonaro a jornalistas. No entanto, o país tem hoje 33 milhões de pessoas nesta situação. E nova etapa da pesquisa da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania Alimentar (Penssan) aponta que 3 em cada 10 famílias enfrentam algum nível de falta de alimentos, sofrendo insegurança alimentar moderada ou grave. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (14), e revela ainda que em lares com crianças abaixo de 10 anos, a realidade é ainda pior.

O deputado Daniel Almeida (BA) também criticou a ausência de políticas voltadas à redução da fome no país e apontou o perigo da falta de alimentos de qualidade em fase crucial de desenvolvimento, como a infância.



“Jair é irresponsável por não garantir o direito humano dessas pessoas e também por uma geração inteira de cidadãos em sub ou desnutrição. Ele negligencia a saúde e a dignidade do povo”, afirmou.

Considerando também a insegurança leve, são 125,2 milhões de pessoas com preocupação sobre a disponibilidade de alimentos, com algum grau de indisponibilidade dos mesmos ou passando fome – ou seis em cada dez famílias brasileiras. Além do grande número de atingidos pela fome, os pesquisadores constataram que o problema se agravou após a pandemia, com queda na renda das famílias e aumento do custo de vida. Segundo o levantamento, as famílias com renda inferior a meio salário-mínimo por pessoa estão mais sujeitas à insegurança alimentar moderada e grave.



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