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Redução de voos em Vitória da Conquista e Guanambi mobiliza audiência na Comissão de Defesa do Consumidor

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

A redução da oferta de voos para cidades do interior da Bahia foi tema de audiência pública na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados. O debate foi motivado pela decisão da companhia Azul de substituir aeronaves com capacidade para até 72 passageiros por aviões de nove lugares em rotas que atendem municípios como Vitória da Conquista e Guanambi, no estado da Bahia.


Autor do pedido para a audiência, o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), afirmou que o problema não se restringe ao estado e reflete dificuldades enfrentadas por diversas regiões do país. Segundo ele, é preciso identificar os obstáculos que têm levado à redução da oferta de voos.


"Esse é um problema que nos leva a uma reflexão. Por que que há demanda, há uma infraestrutura crescente e não há a oferta? Alguma coisa errada está acontecendo. Nós viemos aqui para buscar a solução. Essa audiência pública não é para constatar. Constatar a gente já constatou há bastante tempo. Qual é o caminho? Onde é que estão os gargalos? Qual é a responsabilidade de cada um?"


Representantes dos municípios afetados afirmaram que a redução da oferta de assentos pode comprometer o desenvolvimento econômico regional. O vereador de Vitória da Conquista, Ricardo Babão, criticou a substituição das aeronaves.

"E aí, quando a gente vê uma troca de pegar um avião de 70 lugares e ser substituído por nove lugares, nós conquistenses nos sentimos assim com uma grande falta de respeito, ali por uma cidade tão pujante que é considerada uma das melhores cidades para se viver e para se morar no nosso Brasil."


Representantes do governo, da Agência Nacional de Aviação Civil, de companhias aéreas e de entidades ligadas ao setor participaram da discussão. As explicações foram semelhantes, e citaram os custos operacionais da aviação regional, a sustentabilidade econômica das rotas e os reflexos econômicos devido às guerras e tarifas tributárias ao redor do mundo.


Representando a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, Juliano Noman atribuiu a redução das operações ao aumento dos custos enfrentados pelo setor. Segundo ele, as empresas estão preparadas para ampliar novamente a oferta de voos quando houver melhora das condições econômicas.


"Qual é a boa notícia? Assim que a gente tiver uma reversão de cenário, seja do que haver, seja o governo eventualmente com medidas adicionais que ajudem a mitigar os efeitos desse aumento de custo, as empresas aéreas estão prontas para retomar o serviço. Mas, de fato, assim, poderia ser amanhã, amanhã não poderia ser."


Os participantes da audiência defenderam a continuidade do diálogo entre governo, órgãos reguladores, companhias aéreas e representantes dos consumidores para buscar alternativas que garantam a manutenção da conectividade aérea e a proteção dos direitos dos passageiros.


Fonte: Da Rádio Câmara, de Brasília, Sofia Pessanha.

 
 
 

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